Toshokan Sensou: Lute pelo que Ama!

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Num feeling de zerar o NoitaminA descobri Toshokan Sensou… E me apaixonei.

Toshokan Sensou conta a trajetória de Iku Kasahara, uma garota que decide entrar para o exército. Mas não um exército qualquer. No futuro a liberdade de expressão se encontra deveras prejudicada e livros são apreendidos e censurados a todo tempo. Para evitar a total extinção da leitura livre existe um exército disposto a lutar por isso, uma força de proteção as bibliotecas.

Quando era mais nova Iku teve seu livro favorito censurado e foi salva por um membro da tropa, criando assim uma admiração por ele, crescendo se espelhando em seu exemplo, querendo ajudar pessoas como ela foi ajudada. Mas nossa protagonista não é um exemplo de organização, nem mesmo de esforço, o que torna tudo mais difícil. Ela é muito forte, então entra para a parte de combate direto, embora seja pura impulsividade a maior parte do tempo, o que lhe proporciona diversos conflitos com seu instrutor e com seus colegas de equipe.

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Temos então aqui um tipíco shounen, com uma protagonista atrapalhada, forte e engraçada… Com um roteiro de proposta relativamente crítica e muitas doses de romance. Foi isso que me chamou a atenção em Toshokan Sensou. Eu esperava ou algo muito sério, extremamente violento e crítico, ou… Tá, era isso que eu esperava. Logo de cara me deparei com uma comédia escrachada, mas que era realmente divertida, então decidi dar uma chance.

TS fala sobre aqueles temas recorrentes, como ideais, esforço e trabalho em equipe… Com a vantagem de retratar a guerra. E na guerra, você está lá matando o outro. E quando se dá conta disso? Como lutar por um direito seu tirando a vida de outras pessoas? E quando você percebe (como em certa parte do animê Komaki percebe, e no filme até mesmo Kasahara se preocupa, mesmo sob pressão) que aquele outro também é uma pessoa como você, que tem gostos, opiniões e vontade de viver? Seria então o caso de adentrar no mundo corrupto e cansativo da política? Mas quanto tempo levará até que as medidas sejam implantadas? E a constituição? Quantos livros queimarão até lá? Como lidar com a opinião pública? Aceitação e rejeição dentro e fora das bibliotecas?

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Embora haja sim um grande nível de americanização das cenas de guerra de TS, elas trazem um questionamento gritante: Pelo que você acha que vale a pena lutar? E até que ponto essa luta deve chegar?

Essa é a parte mais séria. Há também muuuuuuita comédia, e um romance meio levado aos trancos e barrancos a la shoujo que eu achei bonitinho de acompanhar, porque apesar de todo o ritmo clichê e as forçadas de barra, não é só disso que se trata, então o multi-aspecto do roteiro torna-se muito gostoso. Embora a animação seja um lixo.

Os personagens são aqueles típicos, mas divertidos.

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Kasahara a protagonista-atrapalhada-que-não-gosta-de-ler-as-partes-dificeis-dos-livros-porque-são-chatas, relativamente impulsiva mas sempre muito bem intencionada.

Dojo o instrutor-mau-humorado-que-se-envolve-com-a-protagonista, que no fim das contas tem uma posição bem séria quanto a guerra e sabe ser fofo as vezes. (embora eu ainda ache que ele devia se benzer, tudo quanto é acidente acontece com ele!)

Komaki o instrutor-competente-sorridente-gatinho que leva tudo numa boa sempre e atrai os olhos femininos por onde passa.

Tezuka o colega-de-equipe-metido-e-irritante-mas-que-na-verdade-é-um-cara-legal e com um irmão mais velho que joga sujo.

Shibasaki a amiga-inteligente-que-fica-alfinetando-a-protagonista-mas-sempre-a-ajuda-nas-missões.

Genda o capitão-grandão-fortão-e-feliz-mas-que-na-hora-da-luta-vira-o-bicho.

Falando assim dos personagens pode parecer uma porcaria, mas acreditem em mim, é extremamente divertido! E tem um ponto reflexivo difícil de encontrar em animês de entretenimento. Além do fator que sempre levanta pontos extras aos animês que assisto: A acessibilidade. Seja um garoto ou uma garota, qualquer um pode curtir Toshokan Sensou em sua plenitude, pois tem um pouco de tudo sem exagerar em nenhum aspecto.

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Uma curiosidade é que no final da série há ainda um filme, Kakumei no Tsubasa, no qual a Kasahara menciona que acredita no poder das palavras (Kotodama) e isso foi uma das coisas que me motivou a voltar, depois de três meses, a atualizar o blog.

Enfim, eu REALMENTE recomendo Toshokan Sensou, seus 12 episódios e filme. Divirtam-se e lutem pelo que amam! (dentro de seus limites físicos e morais, claro).

Você encontra Toshokan Sensou para Download AQUI.

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