Karin: Ser Feliz é Constrangedor!

Maaka Karin Mangá

Quase um ano de Kotodama e este é meu post 51. Fiquei meio com peso na consciência, tão pouco, para alguém que teria de postar pelo menos uma vez por semana… Mas acabei descobrindo que a quantidade de posts seria quase a mesma! Benditas inspiraçõs de 3 posts numa semana XDD

Agora falando sério, “férias”, vontade de fazer tudo menos os trabalhos de reposição da maldita faculdade que entrou em greve… To vendo qualquer joça. Arrisquei Chuu2byou (intragável, embora um desperdício de protagonista), arrisquei até InuxBoku (WHY GOD?), claro que dropei. Mas entre os que eu não dropei, está Karin, um animê de 2005 que não sei porque resolvi ver, mas me surpreendeu bastante.

Karin conta a história da protagonista homônima, que é uma vampira… Diferente. Ela não suga sangue, ela o produz em excesso quando exposta a alguma situação “apetitosa”. E volta e meia tem hemorragias nasais por conta disso. Tudo piora quando Usui Kenta passa a frequentar os mesmos ambientes que ela. O que acontece é que em Karin cada vampiro tem um gosto por certo tipo de sangue, e o dela é o sangue de infelicidade. E tudo vai mal na vida de Usui.

Era para ser uma comédia, e quase dropei porque os primeiros episódios realmente não tinham graça, a animação era terrível (mas vendo a data agora eu dou um desconto) e o traço, horrível. Mas sabe… Karin decide fazer Usui feliz, para não se preocupar mais com hemorragias. Mas se depara com um problema: O que é ser feliz?

karin_chibi_vampire_546_1680E na busca de descobrir e aplicar suas descobertas, vamos conhecendo mais Karin, sua família, seus amigos, Usui. E todas as relações tem seu nível devido de importância e proximidade. Os pais que sempre são antiquados para os filhos depois de uma certa idade, mas que não os deixam de amar. A irmã mais nova, aquela saudade de quando a diferença de idade não fazia os gostos e interesses tão diferentes, aquele ciúme possessivo… Que vale também para o irmão mais velho, que tenta com todas as forças afirmar sua independência e superioridade na família. Família que por sinal foi o que mais me prendeu a Karin. As relações familiares são bem exploradas, mesmo beirando o limiar do clichê pastelão.

Principalmente pela contrapartida, uma vez que Usui só tem a mãe, e despreza a memória do pai. No foco romântico temos o lento, mas palpável desenvolvimento da relação do casal principal, o rival, Winner, pelo qual a melhor amiga de Karin é apaixonada. Esse é outro ponto positivo de Karin. Explorar a confusão nessa relação de amizade, o conflito de interesses e o esforço sobre-humano para não misturar as coisas.

Elda MaakaA história não tem uma linha bem definida, segue um ritmo natural, entrando em certa direção e fluindo para outra sem grandes entruncamentos, é gostoso de acompanhar, uma comédia relaxante. As cenas românticas mesmo são raras, e não chega a haver drama real, mas é bonito de se assistir e pensar. Fácil de se identificar com pelo menos uma das situações (no meu caso me identifiquei com todas, então sou suspeita XDD).

Eu não gosto muito dessas releituras do mito do vampiro (como em Crepúsculo ou Vampire Knight – no qual cá entre nós a Matsuri Hino chutou o balde nessa parte final e esculachou com toda a história), mas confesso que foi bem utilizado no animê. E quando eu me perguntava “mas e coisas boas, eles não sugam não?” apareceu Elda e sua história dolorosa…

Os personagens fluem com a história.

Karin é uma garota meio incerta, não é humana, mas não se encaixa enquanto vampira… Então ela procura seu lugar junto com as pessoas que aprecia. Não sei o que é mais surreal, a burrice dela (indiretas nunca funcionam) ou aqueles peitos…

Usui… Ele é o protagonista de shoujo com o chara desing mais zoado que já vi na minha vida. Mas sua personalidade gentil, dedicada e organizada o torna apaixonante, muito melhor do que ~certos Usuis sedutores~ por aí.

Anju é a irmã mais nova de Karin, que vigia e cuida da irmã, desfazendo a maior parte das encrencas que ela se mete, a apoiando sempre. Mas algo nessa relação se desgastou sem que Karin notasse, e isso é algo a ser resolvido quanto antes possível. Boogie é o fantoche autômato e inconvenientemente sincero que a acompanha.

Ren é o mais velho, o pegador, o independente… Mas sempre volta para se manter nos assuntos da família, por mais que não se associe diretamente. Está sempre criticando Karin, mas nunca lhe nega ajuda.

Henry é o típico pai coruja, sempre nas mãos de Carrera, a mãe nem tão presente mas exigente.

Karin - Chibi VampireFumio é a mãe de Usui, esforçada, mas não muito qualificada e muito bela, o que sempre a faz ter problemas nos empregos, e a tornando uma espécie de nômade da carteira de trabalho. Mas isso não facilita muito a vida dela e de Usui, e sabendo disso, volta e meia ela se deprime…

Maki é adorável. Companheira, confidente, intrometida e alto astral como a maioria das amigas próximas costumam ser.Mas ela se apaixona por Winner, e ele realmente só tem olhos para Karin, não sabendo nem o nome dela. Isso é bem triste, ainda mais se considerar que ela está sempre feliz com Usui… É difícil para Maki lidar com isso e sustentar a amizade de anos.

Winner é a coisa mais bizarramente engraçada do animê. Um estrangeiro (e o dublador caprichou no sotaque insuportável), metido a caçador de vampiros (não dá pra levar a sério essa pretenção), apaixonado por uma alucinação que teve com Karin, sempre citando ditados incorretamente e sendo inconveniente… Não tem como não rir.

Karin AberturaKarin é realmente divertido, e porque não, até um pouco emocionante. Mas devo dizer que tenho um fraco por animês que abordam decentemente a temática familiar (DNAngel, Natsume, Fullmetal…), então não posso garantir 100% a satisfação. Mas seus 24 episódios valem um pouquinho do seu tempo.

Você encontra Karin para download aqui.

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4 pensamentos sobre “Karin: Ser Feliz é Constrangedor!

  1. Saudações

    Me recordo de ter assistido Karin em dezembro de 2009, sem nada em mente para assistir. Aliás, eu nem se quer sabia se queria ter algo para ver… Mas o anime abraçou uma causa e a cumpriu muito bem…

    São vinte e quatro episódios que realmente divertem, mesmo os iniciais (dadas as circunstâncias da própria obra). Devo ressaltar que o início do anime, em si, muito me cativou, justamente pela boa apresentação do elenco e mais ainda pelo envolvimento sempre crescente entre a Karin e o Usui Kenta.

    Devo ressaltar que a animação, aos meus olhos, fluiu muito bem. É claro que o fato do anime ser antigo o torna justo para um “desconto” em tal quesito mas, ainda assim, a obra conseguiu me satisfazer. Imagino, com honestidade, que mesmo para a época na qual Karin foi lançado o anime não deve ter sido considerado “uma grande obra”.

    Penso em várias coisas sobre Karin, mas a temática que abordaste sobre a felicidade me pareceu bem interessante, jovem Pandora. Nunca minha pessoa havia traçado tal limiar para o anime. Sempre pensei nos fatores comédia romântica e ficção, mas nunca nesta busca pela felicidade imposta pela Karin, para ela mesma.

    Uma ótima análise, Pandora.

    Até mais!

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