Fullmetal Alchemist Brotherhood: O Preço das Escolhas

Um amigo meu me emprestou o mangá de Fullmetal, mas não tinha os últimos volumes. Então baixei o animê, e acabei assistindo tudo. Foi uma experiência muito prazeirosa, e qual não foi minha surpresa ao, dois anos depois, o reassistir, tendo a oportunidade de ver também a primeira versão.

Mas sei que tem muita gente por aí que assistiu só a primeira versão (que eu achei inferior em muitos aspectos) ou que não assistiu Fullmetal, e é a eles que dedico esse review e já começo dizendo: Assistam Fullmetal Alchemist Brotherhood!

(lista de parceiros atualizada novamente)

A história é básicamente a seguinte. Edward e Alphonse Elric foram abandonados pelo pai muito pequenos, e alguns anos depois sua mãe morre. Usando a alquimia dos livros deixados para trás pelo pai e que aprenderam com uma mestra, eles tentam trazer a mãe de volta usando a transmutação humana, um tabu da alquimia.

Tudo dá errado, Ed perde a perna e Al some. Ed utiliza seu braço na troca equivalente para trazer a alma de seu irmão de volta, e a coloca em uma armadura. Agora Ed é um alquimista do estado, trabalhando para o exército para ter melhores condições de viajar com Al por Amestris, em busca da pedra filosofal, que pode ser um meio para recuperarem seus corpos.

Aos poucos eles vão descobrir que a pedra está coberta de mistérios, segredos de estado e conspirações que podem ameaçar a vida deles e de todos que amam.
FMB é um animê um tanto longo, para mim, em seus 64 episódios. Mas em compensação consegue o que muitos shounen tentam de forma falha (como Code Geass, Gurren Lagann e a própria primeira versão de Fullmetal): Personagens secundários carismáticos a quem nos apegamos ao extremo.

Mesmo entre os menores oficiais, o povo de Xing e de Ishival, e até mesmo os homúnculos, eles convencem em cada expressão e frase dita, nos fazem torcer ou odiar, e chorar suas mortes e sacrifícios. Isso sem contar os secundários com uma participação totalmente ativa na história.

E a história circula nas questões históricas de guerras e governos bélicos de forma clara e fidedigna, mesmo com toda a violência que pode ser mostrada pela alquimia (e uma coisa que não falta em FMB é derramamento de sangue) e que eu tive que amadurecer da primeira vez que vi para cá para perceber a importância na lição que Brotherhood nos passa, onde Ed e Al não matam uma pessoa se quer.

A animação e a arte podem não ser nada absurdamente bom, a trilha sonora é convincente, mas também nada genial… Mas a história é absolutamente bem estruturada, até o momento final do enfrentamento épico típico de shounen mas que não chega a forçar a barra no contexto.

E em meio a tudo isso a autora ainda conseguiu inserir esquetes de comédia hilárias.

Ed é um garoto baixinho e estourado, cuja única preocupação é seu irmão. Com uma determinação e dedicação acima do normal, Ed é um típico protagonista de shounen. Seu diferencial é que acompanhamos seu crescimento em todos os aspectos, não só no de força. Seu corpo cresce, sua consciência cresce, ele amadurece e se torna uma pessoa admirável através do sofrimento. Quantos protagonistas possuem todos esses quesitos?

Al já é mais inocente, o irmão mais novo que sempre foi mais forte, inteligente e ponderado que Ed, mas que simplesmente não sabe lidar com enfrentamentos diretos da realidade cruel. É o garoto que guarda gatinhos e pessoas em sua armadura para salvá-los, mas não consegue salvar a si mesmo da dúvida.

Winry é a amiga de infância dos irmão Elric, mecânica de automails (próteses de membros, como as que Ed usa no braço e perna perdidos) sempre preocupada com os meninos, mesmo fazendo o possível para ajudar e não ficar no caminho, mas que sofre por sempre estar as cegas. Incrívelmente próxima do papel de mocinha, ela surpreende por não ser um desperdício de frames nem ficar sendo um peso por aí.

Mustang é o coronel que convoca Ed para o exército, cheio de pretenções, seriedade e espírito competitivo, tentando recuperar o que destruiu, sempre cercado de subordinados dispostos a lhe ajudar como amigos. Todos são adoráveis, mas não posso deixar de destacar Hawkeye, a atiradora de elite disposta a cobrir as costas do alquimista das chamas sem questionar, e Hughes, o responsável pelos casos policiais do exército, totalmente avoado e apaixonado pela família.

Scar é aparentemente a pior pedra no sapato de todos os alquimistas do estado. Sobrevivente da guerra que destruíu Ishival, agora mata alquimistas com uma sede de vingança inplacável. Mas ele sabe mais do que ele mesmo imagina e pode ser um poderoso aliado contra os homúnculos e o que está por trás deles se voltar a si.

Os homúnculos, Luxúria, Gula, Inveja, Ganância, Ira, Orgulho e Preguiça tem tudo a sua volta nebuloso. Alguns até demoram a se mostrar, enquanto outros vão ganhando nosso ódio. Mas no fim das contas, alguns merecem até compaixão. Um destaque para o traidor dos homúnculos, o insáciavel Ganância, que nos surpreende e emociona muitas vezes, que juntamente com o Ira e o Inveja, parece até humano demais para um homúnculo.

E uma infinidade de personagens secundários simplesmente cativantes.

Eu sugiro que assistam Fullmetal Brotherhood. Não é totalmente inovador, é um shounen, mas dentro da mesmice do gênero aqui temos pequenas surpresas, críticas e questionamentos. Mesmo se você não pensar nisso. Uma história de qualidade é sempre uma história de qualidade, e vale muito a pena.

P.s:  Podia passar o dia falando do que não gostei na primeira versão, mas farei um resumo: Ed e Al brigam o tempo todo, Ed é um idiota, Winry é uma cabeça oca, o Ganância morre logo no começo (e é morto pelo Ed!), nada a ver o vilão final(mimimi você me deixou), e o filme parece ter sido roteirizado apartir de uma fanfic! Mas os homúnculos (menos o Ganância né) tem uma história deveras interessante nessa versão, por isso acho que vale a pena dar uma olhada também. (sorry os spoilers)

Você encontra para baixar aqui.

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3 pensamentos sobre “Fullmetal Alchemist Brotherhood: O Preço das Escolhas

  1. Ah gostaria de saber se esta aceitando parceira entre blogs.
    Desculpe por esta utilizando este local para isso.mas como não tem nenhum e-mail para contanto esse foi o jeito

  2. Na minha opinião de merda fullmetal foi um dos melhores shonens lançados nos últimos anos.
    Também prefiro infinitamente a segunda versão, principalmente pelo desenvolvimento dos personagens que é muito melhor(mas o primeiro me fez chorar)…
    Até…

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