Kuroshitsuji: Distorsão de Valores numa Lição de História

Kuroshitsuji. Um animê que  causou muito alvoroço, no começo, e até hoje tem uma legião de fãs. Eu o repúdiei quase de imediato, pelas imagens disponibilizadas pelo famigerado fandom. Shota. Com. SHOTA. COM. Não vou assistir isso.

Mãããs… Acabei assistindo, e de forma alguma me arrependo. Com uma trama cheia de ação, suspense e localizações históricas bem elaboradas, Kuroshitsuji me levou as alturas.

Re-assistindo agora, percebo que há muitos pontos falhos nessa aparente maravilha, além dos óbvios, que o deslumbramento inicial nunca nos permite localizar. Mas vamos ao post.

A história trata de Ciel, um garoto de 13 anos que perdeu sua família em um atentado, e agora fez um contrato com um demônio, para continuar vivo e descobrir motivo do que lhe aconteceu – e conseguir a vingança contra seus agresssores. Ele volta para casa, contrata novos empregados, e seu mordomo de negro é o demônio que lhe seguirá até que sua vingança esteja completa.

Apesar da pouca idade, ele herdou os deveres da família como Cão de Guarda da Rainha, se encolvendo em muitos casos de assassinatos e roubos, conhecendo informantes e mafiosos dos piores tipos. Ele mesmo está longe de ser uma criança clemente, e está disposto a sacrificar tudo, inclusive sua pessoas queridas, para chegar ao fim de seu objetivo.

Sebastian, nome adotado pelo dito demônio, é seu auxiliar nessas missões, afinal, ele é poderoso, então temos maravilhosas cenas de ação.

Por de trás da história do protagonista, temos também uma situação de conspiração mundial e conflitos maiores do que imaginamos entre seres fantáticos. Além de cenas de comédia non-sense e pingos de drama. Ou seja, Kuroshitsuji tem cenas para todos os gostos.

ATENÇÃO: ESSE POST CONTÉM SPOILERS, SE VOCÊ TEM PROBLEMAS COM ISSO E AINDA NÃO ASSISTIU, NÃO PASSE DA SINOPSE.

Mas Kuroshitsuji falha, e muito. Eu me deslumbrei, é claro, quando assisti pela primeira vez, considerando genial, uma obra que é boa, mas tem falhas.

As cenas exageradamente pastelão com o Grell, por exemplo, às vezes cortam o clima de uma forma muito imprópria, falta planejamento para as cenas de comédia. Há um excesso de fanservice, tanto para fangilrs (shounen-ai escorrendo ui da tela)  quanto para rapazes babões (decotes enormes, saias que quase te deixam ver o útero da garota), isso porque estou falando só da primeira temporada.

Essa segunda temporada, então, foi o erro maior. O final de Kuroshitsuji (I) foi uma das melhores coisas que eu já assisti, fechado perfeitamente, todas as peças no lugar, tudo como tinha que ser, maravilhoso. Aí me fazem uma segunda temporada e fodem tudo. Tudo pelo dinheiro, joga a genialidade da obra no lixo só pra agradar os fãs e vender mais figures dos novos personagens.

Eu sei que o mangá ainda não está completo, mas poxa… Não finalizasse, então! Porque agora Kushitsuji tem dois finais, e nenhum deles é fiel ao original, porque né?

A primeira temporada vale a pena. Tem algumas falhas de execução, não é tão bom quanto o fandom exalta (é, porque Kuroshitsuji é exaltado no geral), mas vale a pena.

Outra coisa que me incomoda nessa série, deixando claro que eu não sou cristã, é o que o Animax (ainda existe isso?) chamava de Distorção de Valores. Toda mitologia deve ser respeitada, e isso não acontece em Kuroshitsuji. Tudo bem, anjos como Ash/Ângela caem, mas ter que assistir Sebastian questionando a postura de Ciel diante da dedicação de Elizabeth, ou se ele deseja mesmo sacrificar tudo, como se o censurasse, como se estivesse sendo sua consciência, irrita. Não. Demônios não são bonzinhos gente, sério. É como escrever uma história sobre vampiros e eles brilharem e…

Mas o trunfo de Kuroshitsuji é, além do final maravilhoso (estragado pela existência da segunda temporada), é a localização histórica, período neo-colonial inglês,  com a presença de chineses e indianos, referências a Guerra do Ópio e a rivalidade entre Inglaterra e França, o que torna a história extremamente didática, em certa perspectiva, e genial.

A ambientalização, apesar da animação mediana, também é agradável, a diferença do jogo de cores entre plebe e nobreza salta aos olhos de forma interessante. A trilha sonora é maravilhosa, composta de clássicos, mas bem colocada, principalmente nas cenas de maior tensão.

Quanto aos personagens, Ciel é um garoto difícil. Num primeiro momento somos apresentados a uma criança com roupas fofas, mas tapa-olho e postura anti-heróica que o torna odiável. Mas com o tempo e conhecendo o insuportável do Alois vamos o aceitando como é.

Sebastian foi feito para encantar, mas depois de um certo tempo começa a irritar. É muito Chuck Norris pro meu gosto, e sua própria postura e chara desing não me agrada. Desculpa Toboso, mas não me seduziu (embora tenha feito milhares de fãgirls se disporem a vender suas almas).

Os secundários já são mais carismáticos, embora um tanto exagerados. Grell é amado por todos, mas cansa. Os empregados aparecem muito pouco, embora você se apaixone facilmente por sua “inocência”. Undertaker, Lau e Ranmao tem ares cômicos, mas óbviamente tem muita coisa mal contada em suas histórias, e esse ar de mistério encanta. Agni e Sohma são extremos, e a relação traçada entre eles e a dupla protagonista é muito interessante.

Uma personagem que eu gostaria de comentar a parte é Elizabeth. Ela é chata? É. Irrita? Sim. Não tem noção de nada? Não. Atrapalha? Sim. Mas ela é exatamente como uma garota de sua posição social e idade deveria ser, não tem envolvimento nenhum com o mundo de Ciel e nem teria como saber. Deem um desconto para ela, só está tentando ser espontânea e usar soluções antigas para o problema de uma pessoa que ela ama, mas não é mais a mesma.

Kuroshitsuji possui duas temporadas, dois OVAS (super recomendados) e está com o mangá em andamento, que será lançado aqui pela Panini. Vale a pena assistir, com ou sem compromisso. Mas recomendo sem compromisso.

Link para Download aqui.

P.s: Haters gonna hate fortemente.

P.p.s: Lembro-me das primeiras impressões do meu namorado: ” Vi um moleque com um vetido rosa e uma peruca, e vi um cara com uma motosserra.  O cara da motosserra era a bichona e o moleque era o cara sério.” Não foi exatamente isso, mas pensar que ele assistiu Kuroshitsuji por conta do Grell me faz rir.

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12 pensamentos sobre “Kuroshitsuji: Distorsão de Valores numa Lição de História

  1. Na verdade, Kuroshitsuji não está entre os meus preferidos. Mas, não é um animê ruim (gostei muito do cenário e dos personagens – questão de estética,acho). Quanto a essa coisa de ser leal ao mangá, não li. Nem posso opinar. Mas, pra mim, primeira e segunda temporada foram a mesma coisa. Sendo que o final da segunda não agradou (Além de ter sido ambíguo) =/

    • Eu gostei muito de Kuro, mas reassistir acabou tirando-o da minha lista de favoritos. Muita coisa melhor (ou não) na bagagem pra considerar.

      Eu nem reclamo da lealdade em si, pq tbm não li, mas ou encerra ou deixa abertura pra segunda temporada. Ter fechamento depois ressucitar todo mundo foi uma putaria pra mim, além do fato que perde todo mistério da conspiração nacional, aliás, todo mistério. Só comédia, fanservice e draminha barato da história do Alois. Perdeu a essência de Kuroshitsuji, foi puro caça níqueis.

      O final da segunda foi fuck bem pensado, pagar pelas palavras, MAAS, tinhamos o final da primeira, que era muito melhor e fazia muito mais sentido no contexto criado pela autora. :/

  2. Olha só o dia e a hora que irei, enfim, comentar sobre algo que já li faz uns 2 dias. Será que eu sou excêntrica ou muito preguiçosa? Bem, minha maior crítica quanto a Kuro, é com relação aos fillers da primeira temporada. Eles meio que, não se justificam e não fazem sentido dentro do contexto. Fora que o anime foi super fiel ao traço da autora original, com uma boa animação onde os gestos dos personagens tiveram a suavidade que lhes é peculiar (na verdade eu não cheguei a ler o mangá, mas agora vou poder fazer isso heheeheh). Mas você realmente não curtiu a segunda temporada né? Ela é a que possui mais suspense e que me deixaram super vidrada.

    Quanto ao fato de demônios não são bonzinhos, entre outras coisas, acho que você está se prendendo demais a velhos conceitos. Isso de “demônios têm sempre que fazer o mal e sempre ruins” é coisa de ocidental. E também não vejo problemas em vampiros brilharem no sol (apesar de eu achar bizarro naquele contesto), afinal, vivem alterando a mitologia dos vampiros. Acho que é um visão em que o autor, é livre pra moldar da forma como ele imaginar. Só acho valido criticar o contesto no qual isso é inserido. Tipo, nada a ver um demônio bonzinho, em um contesto violento e badass. Já imaginou um Alucard inofensivo?

    No mais, gostei dos comentários, sério, embora não concorde com algumas coisas, gosto da forma como expõe bem seu ponto de vista, Pandorão XDDDD/ correeeendo

    • Nem uma coisa nem outra, é pq vc não gosta de mim e…

      É, eu não sei o que exatamente você está chamando de fillers, então… O traço é perfeito, mas não achei a animação tão boa assim. A luta do Sebastian e do Ash foi ridícula nesse sentido.

      Suspense na segunda temporada? Quando? Onde? Juro que não vi suspense nenhum ali.

      O problema do seu argumento “é coisa de ocidental” é que demônios SÃO uma criação ocidental, a história SE PASSA no ocidente, longo eles são maus e pronto, porra. Demônios não são yokais, sua origem é no mal e se você tira esse valor deles, vc está falando de outra coisa, não de um demônio. Por isso que eu falo sobre respeitar mitologias.

      Vampiros não podem brilhar porque eles morrer se expostos a luz do sol, independentemente de o quanto tenha sido mdificado o conceito em alguns pontos. Aliás, pode brilhar, desde que brilhe, sofra e morra ao mesmo tempo.

      Se vc não mantiver os quesitos mínimos da mtologia, está criando um ser nvo e nomeando errôneamente.

      De qualquer forma obrigada, e perdão pela ranzinzisse.

  3. sou fã da série e não pude deixar d ler o seu texto, mas não concordo c/ algumas coisas aí, tipo: os fillers, só quem leu o mangá é q sabe há fillers ali, entre vários personagens q não exitem na história original (ash/Ângela, pluto), dizer q demônios são 1 criação ocidental é 1 equívoco tremendo! todos deviam saber q os 1° espíritos demoníacos surgiram na África e nos países nórdicos asiáticos e foram passados aos poucos p/ Mesopotâmia até chegar na Europa e até lá se modificou muito, + isso não importa já q dentro do universo de Kuro eles podem sim ter 1 conotação diferente, serem mordomos seguindo ordens d 1 criança já não é prova o suficiente? quanto à 2ª temporada não a vejo ruim d forma alguma: Sebastiam perdeu o braço do contrato, havia outro demônio d olho no Ciel, ele aproveitou a brecha e deu nisso. É sim 1 bom motivo p/ continuar. A história do Alois não é boa? como assim? ele sofreu bem + q o Ciel e sua personalidade é ainda + interessante q a do outro. Ciei teve chance d ser feliz, d desfrutar a companhia d pais amorosos d 1 boa educação (o q vc disse sobre Elizabeth se aplicaria a ele também se não tivesse acontecido o q aconteceu) Alois não teve nada disso, foi escravizado, abusado, teve q trabalhar desde cedo e até roubar, viveu rodeado d gente q o desprezava, perdeu a única pessoa q ele amava (o irmão) isso lhe deu 1 mente perturbada, cheia d fobias e tendências homossexuais (também, pelas surras q levou durante os abusos! não o acho insuportável (na verdade, ele é sem dúvidas o personagem + perfeito q há -na minha opinião-, em 2 min. d aparição ele demonstrou + personalidade d q Ciel em 2 temporadas inteiras! além do +, a participação dele é muito pequena). enfim, seria bárbaro se Alois existisse também no mangá, e se no anime fosse feito tudo o q ocorre no mangá (como a parte dos assassinatos na mansão do Ciel, o circo entre outros. Acho q é isso, no + seu texto é muito bom. E por + q seja estranho ou ruim, ainda gostaria d ver uma 3ª temporada!

    • Taty, eu não li os mangás, infelizmente, por isso nem fiz menção a fillers.
      O Ash/IAngela foi criado provavelmente pela necessidade de um inimigo final para dar um desfecho a história, já que o mangá está em andamento, não considero Filler.

      Os demônios criados na África e no Oriente não são os mesmos do conceito usado em Kuroshitsuji, uma vez que a primeira temporada se localiza NA INGLATERRA e foca o duelo entre um anjo e um demônio, ou seja, uma referência ao conceito cristão de demônio. O que você está referindo como demônio, com a excessão da mitologia indiana, nem é referido assim no Brasil, usa-se até palavras diferentes. É como dizer que um Yokai é um demônio (yokais são um conceito anterior a esse, mas não são demônios de forma alguma).

      Demônios fazem e cumprem contratos, por isso não é de se estranhar que o Sebastian cumpra um padrão determinado pelo Ciel, sendo um mordomo, não justifica.

      Eu achei ruim porque gostei do final da primeira e porque achei as novas situações muito forçadas, inclusive o drama do Alois. Mas isso é muito pessoal, você gostou e isso é ótimo.

      Sei lá, depois do final da segunda, uma terceira seria realmente interessante. Eu assistiria.

  4. Eu , na minha sincera opnião, acho que criticar o anime Kuroshitsuji seria perda de tempo. I dai que o anime não segue a mitologia certa sobre demônios? Além do mais, só vi criticar o Sebastian pelo ato dele ser um demônio do bem… E o ato do Ash/Angela ser um anjo com dois sexos? Isso, na cultura ocidental, não é tão normal assim… sou católica e nunca ouvi fala de um simples anjo que pode trocar de sexo a hora que bem quiser. E além do mais, quase nenhum anime que existe segue sua mitologia ou lenda original. Por exemplo: Death Note, Bleach e vários outros animes mostram deuses da morte de diferentes tipos. Naruto (um anime bem popular hoje em dia) mostra ninjas com poderes. Ninjas tinham técnicas, não poderes (chacra). One Piece fala sobre piratas atrás de um tesouro… e o comandante da tripulação se estica!! E além disso, o médico do navio é um animal.
    Bom, poderia dar mais mil e um motivos mas é melhor parar, pois tudo isso indica que, não é só Kuroshitsuji que é assim, muitos outros animes também são. Então, só pelo fato do anime ter alguns defeitos e fugir um pouco da realidade em que estamos acostumados, isso não o torna um anime ridículo.
    E além do mais, Kuroshitsuji é um ótimo anime, talvez um pouco confuso, mas ainda estou começando a segunda parte, por isso não entendi muita coisa. E além de ser ótimo, ele tem um enredo muito bom, repleto de personagens interessantes e, por ser de vários generos diferentes, não chega a ser uma coisa muito cansativa, muito pelo contrário, fica uma coisa mais legal e interessante… Mas acho que isso, pelo jeito, foi só comigo.

  5. Acho que, assim como alguns animes da época em que Kuroshitsuji foi lançado, houve uma certa precipitação (leia-se: money babe) por parte dos produtores. Kuro tinha poucos volumes lançados, era inevitável que a história do anime alcançasse a cronologia do mangá. Mas ao invés de fazer uma pausa e voltar numa segunda temporada mais regular, preferiram pegar uma rota filler e… foram ladeira abaixo.
    Não que eu tenha o odiado o final da primeira temporada, foi até mais do que satisfatório pra quem só assistia ao anime (como eu, na época). Mas uma das graças do mangá é justamente imaginar como vai ser o final da história. Será que Sebastian vai conseguir pegar a alma de Ciel? Será que algo mais vai acontecer?
    Quanto ao Kuroshitsuji II, foi indiscutivelmente um caça-níqueis. E só depois que se pega os mangás pra ler, a gente pensa no quanto teria sido legal ver sagas como a do Circo, a dos assassinatos na mansão Phantomhive, a do apocalipse zumbi no Titanic (!)… No entanto, os produtores preferiram criar uns arcos nada a ver, além daquela abominação que foi a segunda série.
    Pessoalmente, preferia que fizessem um reboot com a série, assim como em FMA Brotherhood. Só assim teríamos uma complexidade maior dos personagens, da relação entre Sebastian e Ciel, veríamos como eles se encontraram… Veríamos também uma Rainha bem diferente e mais legal que a do anime e uma Lizzie que surpreenderia os mais desavisados, além de novos personagens aparecendo e personagens antigos mostrando sua verdadeira face.
    E principalmente, entenderíamos melhor as motivações de Sebastian em relação ao seu mestre. Afinal ele não está sendo gente boa ao oferecer a ele a oportunidade de largar aquela vida de vinganças. Ele é um demônio em sua essência, cínico, irônico; e sempre que faz esse tipo de pergunta ao garoto é como se quisesse testar o nível de rancor de Ciel. Ou simplesmente para irritá-lo, outra coisa que ele adora fazer.
    Enfim, essa é uma das muitas sutilezas do mangá, além de um timming cômico perfeito, que foram terrivelmente adaptados pro anime ou simplesmente ficaram de fora. Minha recomendação é realmente ler o mangá – o plot lá está em pleno desenvolvimento enquanto no anime ele se perdeu há séculos. O anime vale pelo visual mesmo, pela Maaya Sakamoto fazendo a voz do Ciel e o Daisuke Ono dizendo “Yes, My Lord”. Até a saga do curry ainda dá pra acompanhar tranquilo (embora aquela parte do Pluto seja filler – não sei se foi antes ou depois do arco indiano). Depois daí são só fillers mesmo. Pessoalmente, fico com a história da Yana no mangá mesmo. É bem mais divertida, e no geral, bem melhor.

  6. Recentemente terminei de assistir as duas temporadas da série e quase terminando de assistir os OVA’s – que são seis ao total – e admito que me amarrei com a história e os personagens. Não concordo muito com o fato da 2ª temporada não valer a pena,mas, é uma questão de gosto: afinal, dá pra aceitar o final da 1ª temporada e quem quiser arriscar, assista a segunda temporada sem medo. Foi o que fiz: assisti e gostei pra caramba, muito diferente da maioria dos shounens que estamos acostumados a assistir e ultimamente tenho sido exigente com isso, pegando apenas o que me agrada.

    Não acho o Grell tão forçado como dizem, até acho ele muito engraçado, principalmente porque ele quer ter “aquele momento” com o Sebastian e ele simplesmente o ignora com tudo e não é só com ele: os personagens fazem o mesmo e não dão a bola pra ele. Dá até pena… de tão tosco…
    Sobre os personagens, gostei deles, mesmo com as falhas que existem – infelizmente, nenhum anime ou mangá escapa disto – combinaram com a proposta da série. E duas coisas me chamaram a atenção durante as temporadas e os OVA’s: os personagens e a ambientação, muito bem-feitas e que trazem o toque adequado ao estilo da série. A parte gráfica é muito boa, se levarmos em consideração que é uma exigência nas séries mais atuais e o estúdio foi bem escolhido.

    Os personagens que mais me identifiquei foram o Ciel e o Sebastian, pelo fato de serem muito diferentes dos personagens habituais e até deu pra sacar o porque do Sebastian tanto proteger o Ciel e ao mesmo tempo, querer que o garoto siga aquela vida até o final. Quando vi a sinopse da série, me lembrou de “Chrno Crusade”,mas, são séries totalmente diferentes: se em um, usar o poder pode acarretar a perda da vida do seu pactuante; no outro, não há esta restrição, só o fato de Ciel concluir seu objetivo ter sua alma comida pelo Sebastian.

    Bem, é isso: apesar das falhas, vale a pena assistir pra quem quer ver algo diferente das séries habituais. E ótima review: continue assim…

  7. cara, o sebastian nunca foi mostrado como um demônio bonzinho. Ele apenas está interessado em manter o ciel como ele gosta. Ele quer uma alma “perfeita”. E ele se diverte com a forma como o garotinho de 13 anos tenta fazer tudo sozinho, mesmo que possa contar consigo. O sebastian é cuidadoso com ele pelo mesmo motivo: Ele quer o ciel o melhor possível para quando finalmente puder tomar sua alma.
    Alem disso ele precisa cuidar do ciel o melhor possível para ser um mordomo perfeito, obedecendo a todas as suas ordens e protegendo-o tanto quanto for possível. Isso é deixado bem claro no mangá e no anime.
    Eu não vou longe a ponto de dizer que é um yaoi ou shonen-ai, mas de fato existem cenas onde a yana tenta salientar a sincronia e união dos dois, mesmo que não signifique necessariamente o que as fangirls desejam. Alem disso, algumas coisas são deixadas em branco pra que os fans interpretem como desejarem mesmo, então nem adianta tentar entrar em certas questões, como se o sebastian afinal desenvolve ou não algum afeto pelo ciel. Existem cenas que estão ali apenas para dar mais possibilidades às teorias dos fans.
    Kuroshitsuji 2 foi realmente uma cagada na obra. Ferraram com todo o final perfeito do 1, reviveram todo mundo, deixaram em branco as partes sobre a rainha, que alias, se bem me lembro, também morreu. Mesmo assim, o final não foi dos piores. Alias, não vejo final melhor para kuroshitsuji 2, porquê seria muita sacanagem seguir exatamente o sistema do 1 e finalizar com um sebastian enfim satisfeito. Não teria servido pra nada!!
    Quanto ao 3 eu não assisti ainda, mas pretendo. Parei de ler o mangá exatamente no final da temporada de kuroshitsuji 3.
    Concordo com ocê que assistindo pela segunda vez é possível notar varias falhas e erros, que deixa muitas coisas sem pè nem cabeça no 2 e que perde todo o mistério. Alias é por isso que apesar de não odiar o 2 eu também não gosto.

  8. Wow, me liguei que você é muito detalhista.
    Digamos que eu seja uma “fangirl” fujoshi exagerada shotacon. Por isso, sou tão tola que vejo animes não pelo enredo ou cenário etc. Mas sim pelos garotos fofos, shotas e gays dele.
    Idiota? Horrivelmente besta.
    Minha mãe acha que Kuroshitsuji é um anime de retardado, concordo que às vezes fizeram cenas ridículas e sem graça nenhuma.
    Acho que vou começar a parar de ver moe e ter mais atenção nos detalhes dos animes. Entretanto, será dificil me livrar do shota.
    I need yaoi! Moesu!

  9. Eu gosto muito do anime Kuroshitsuji 💜 acho que é uma história com muita imaginação ! Gostei tanto da 1° temporada como da 2° foram ambas fantásticas! Sempre muita ação, suspense, comédia…. Fantástico! Mas eu não concordo com VC : nunca achei Sebastian irrita, nem concordo com aquilo do Ciel! Não li ainda o manga vou começar em breve! Mesmo aquilo que vc falou dos demônios…. No mundo de Kuroshitsuji pode ser diferente!
    Amei o anime recomendo mesmo muito! 💜

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