Blood – The Last Vampire: Uma História pela Metade Sempre dá Asas a Imaginação

Depois de tanto tempo, estou de volta. Infelizmente, não é para falar de um super animê, altamente recomendado… E sim de um filme fraco, que deu origem a uma grande série.

Sob a recomendação da Beta, do ELBrasil, peguei para assistir, mesmo depois de ter acompanhado a série de televisão (antiga) e não achado grandes coisas.

Blood: The Last Vampire é um “filme”, quase um OVA, por seus 48 minutos, que originou uma série muito grande.

Temos aí duas séries de TV, Blood+ (50 episódios) e Blood C (12 episódios), um Game para Playstation, Mangás, Light Novels e um Live Action (medo disso!).

Mas porque uma franquia tão grande? Entenderão quando lerem um resumo do filme: Saya é uma garota que caça criaturas chamadas Chiropterans para o governo americano, eles são vampiros e ela também. Se passa dentro de uma escola numa base militar no Japão, durante a guerra do Vietnã. É isso. Em 48 minutos.

O vazio de roteiro numa obra de ação tão boa deu muito pano pra manga de continuações e tentativas de explicação. O problema está nas adaptações.

Eu assisti a série Blood+ antes de ver o filme, e ela possui uma abordagem adolescente, com conflitos e romances que não parecem de forma alguma adequados ao roteiro original. Apesar de possuir ótimas metáforas visuais e uma história (que é bem mais aliviante do que o Plot? What Plot? do filme), ainda é absurdamente fraco. E não deve ser usado pelos fãs como alternativa para as falhas do filme.

Li Blood+: Yakojoshi, e apesar do lindo traço, tem uma pegada shounen-ai… Esse definitivamente não tem porra nenhuma a ver com o original. Esqueçam.

Não vi Blood C, mas sei que roteiro não é o forte da CLAMP, e pelas críticas que li, o mesmo problema da adolescência do roteiro de + se encontra em C. Só que um pouco menos melodramático, porque nem daria tempo, né?

O filme não tem começo, nem fim, nem tempo para apresentação de personagens, nem nada. Tudo que temos são as lutas de Saya, que percebemos ser uma garota forte, solitária, e conformada com seu trabalho para o governo, embora jamais submissa. E um ponto interessante que não vi ser mencionado em nenhum dos derivados, seu completo repúdio pelo sagrado.

David só aparece para deixar claro sua impotência, tanto como superior de Saya como na luta contra os bichinhos do mal (escrever o nome certo cansa).

A animação é boa, mas acho que se deve também a versão que eu baixei, com essa onda de formatos de vídeo, HD, Blue Ray e o caralho a quatro é mais fácil achar remasterizações dignas. E não tem uma grande trilha sonora, se prende mais aos barulhos locais, afinal, temos uma caçada aqui, minha gente. Além daqueles silêncios cortados por gritos para deixar as criancinhas sem dormir a noite.

Blood: The Last Vampire, vale para quem gosta de ação pura e simples, e ainda assim não tem nada de tirar o fôlego, é bem lento, por sinal. Mas não é de se jogar fora. Ainda mais pra quem é fã da Angelina Jolie, vai gamar no traço da Saya e…

P.s. da piada interna: É, o Qwerty tinha razão…

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3 pensamentos sobre “Blood – The Last Vampire: Uma História pela Metade Sempre dá Asas a Imaginação

  1. Oh. É o primeiro review “negativo” sobre Blood: The Last Vampire. Já leste o mangá que saiu depois do filme (que tem o mesmo nome até o.o)? Ele meio que complementa esses buracos que ficaram no roteiro do filme. Anyway, sou até suspeita para falar, já que sou fã da franquia Blood. Mas, o animes (tanto Blood-C quanto Blood +) não possuem uma ligação direta com o filme, só usam os elementos básicos para constituir a história. O live action idem, ele é basicamente um remake usando o conceito original da animação, somando algumas perspectivas do mangá. Enfim, não acredito que o plot do filme seja tão vazio, visto que, o enredo procura colocar Saya e suas caçadas dentro de um contexto histórico-político interessante: a guerra do Vietnã e como era o cotidiano das pessoas que viviam na base construída no Japão. “O que a humanidade estava fazendo, enquanto Saya caçava os Chiropterans para protegê-la?”. E, isso na minha concepção, como os japoneses se acostumaram a seguir alguns preceitos norte-americanos.

    Uma coisa que discordo é do filme ter uma narrativa lenta. Blood + possui uma narrativa lenta, a história da Saya e da Diva é explicada no decorrer dos 50 episódios e claro, a trama assume um tom dramático que foge do gênero terror, diversas vezes. Mas, Blood: The Last Vampire pra mim, evidentemente, tem um ritmo rápido, a medida em que os acontecimentos acabam se interligando (aquela cena do hangar é um exemplo de como a narrativa se segue veloz). Imagina se fosse lento, ia ter quase duas horas de duração! uahsuahsuahsuhaushuash… -q

    Enquanto a Saya como personagem, o essencial para o filme é apresentado gradualmente, enquanto a trama se desenvolve. Mas, como o próprio título do post diz “Blood – The Last Vampire: Uma História pela Metade Sempre dá Asas a Imaginação”. Se pegarmos todos os produtos que a franquia Blood lançou, dá-se para construir passo a passo a história da Saya.

    Anyway, gostei do texto e da sua simplicidade; também gostei do blog. Boa sorte e escreva mais!

    • Eu não tive contato com o mangá do filme, infelizmente. Saiu no Brasil?

      Eu percebi que as coisas são só “baseadas em fatos reais”, por isso achei bom avisar. Vai que alguém vai pro animê esperando continuação do filme, né.

      Eu consideraria esse contexto histórico se ele não tivesse sido jogado nos 5 minutos finais do filme. Gosto das coisas bem desenvolvidas, sabe como é.

      Blood+ não é lento. Simplesmente não anda, é diferente :/
      Eu achei lento pq tem toda aquela coisa da professora andando no corredor, a chegada da Saya, nas cenas de luta tudo funciona, mas até chegar lá…

      Sim, sim, mas a franquia acabou fugindo muito do original. Coisa q talvez o mangá resolva, mas como disse, não li.

      Obrigada, principalmente por, como fã, chegar de forma respeitosa diante da minha perspectiva nem tão favorável assim.

  2. “os bichinhos do mal (escrever o nome certo cansa).” Que descaso, menina! XD hahahahah eu rí
    Passei mais para dar o ar da graça, até porque dessa franquia eu s´po ví uns volumes de Blood +, mas não me identifiquei em nada, nem ví nada de interessante, e como eu não sou do tipo que vai até o fim, por pior que seja a obra (cutuca, cutuca) XD haahahaha

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