Shinigami no Ballad: Alguém Tem que Chorar pelos Mortos

Vocês podem estranhar o quanto branco esse post vai ser. Mas Shinigami no Ballad é isso. Branco. Uma cor simples, pura e sem grandes pretenções, mas que nos é agradável aos olhos, em certos momentos.
Shinigami no Ballad conta seis pequenas histórias humanas que foram tocadas por Momo, uma shinigami em forma de menina que interefere na vida daqueles que estão vivos, pelo bem dos que estão mortos.

Na primeira, temos a história de Kouta, Mai e Blue, duas crianças e um gatinho abandonado. Aqui Momo interfere quanto ao personagem amadurecer com a dor, e nunca descontá-la em inocentes.

Na segunda, Momo visita Mitsuki, um jovem que perdeu sua irmã e se sente mal por estar vivo, uma vez que a considerava melhor que ele. É interessante ver os recursos que a shinigami usa para que os humanos valorizem a vida.

Na terceira, um jovem chamado Kantarou encontra uma carta de seu falecido avô, o desafiando para um jogo, como os RPG’s que costumavam jogar juntos. Ele vai com Tomato, sua amiga de infância, ao encontro da infância de sei “Jii-chan”. No processo decide não perder de vista aquilo que lhe é importante. Esse foi o capítulo em que Momo teve menos importância, a lição veio quase exclusivamente do próprio avô de Kanta e sua relação com o neto.

A quarta por sua vez, foi a com a maior constância e que exigiu maior esforço físico de Momo. Chiaki perdeu sua mãe muito cedo e agora se esforça para cuidar bem de seu irmãozinho Fuyuki, no lugar dela. Mas ela ainda é uma criança também…

A quinta conta a história de Eko, uma garota que brigou com sua irmã no mesmo dia que esta morreu, e agora sente o remorso pesar em suas costas. Essa história contou com uma aparição inesperada de um personagem já conhecido.

A sexta e última história fala de Sakura, uma menina que caiu de uma passarela após uma desilusão amorosa.

Shinigami no Ballad é isso, seis pequenos acontecimentos, tudo muito rápido e raso, mas que consegue prender nossa atenção e nos emocionar.

A animação não é maravilhosa, mas é boa o suficiente. A trilha sonora é agradável, e cheia de efeitos, diria até mesmo que é responsável pelo ritmo do animê, já que eles estão tão sincronizados.

Os personagens passam como uma briza na narrativa, mas é fácil se identificar com pelo menos uma situação. Afinal, quem nunca perdeu alguém querido? E não só no sentido de morte, por que não é só por ela que perdemos as pessoas, pelo contrário, ela é a menos comum das formas.

Momo é delicada, diria até MOE, mas isso não chega a incomodar. É essa imagem de tranquilidade e inocência que a caracteriza, afinal, um shinigami todo de branco, que não se limita a levar as almas, mas se preocupa com o bem estar dos vivos, parece uma garotinha e derrama suas lágrimas por aqueles que já não o podem fazer, é simplesmente adorável, não?

Mas para não ficar tudo kawaii demais, temos Daniel, o gato com asas de morcego (por que Japão, por que?) que não perde a oportunidade de provocar e atormentar as pessoas e a própria Momo, surgindo como foco cômico, com todo o seu sarcasmo e “maldade”. Ele não vê sentido no trabalho a mais que a garota de propõe fazer, então simplesmente fica reclamando e assustando os desprevinidos. Mas nunca passa do limite e sempre ajuda a jovem shinigami.

Shinigami no Ballad é um daqueles animês com um roteiro fraco, mas que por ser de fácil identificação, acaba te pegando e te fazendo deixar algumas lágrimas rolarem. Eu chorei a maioria dos episódios, e quem, como eu, é sensível a dramas, com certeza também vai gostar e se emocionar.

O link para download você encontra aqui.

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