Uta no Prince Sama: Visões Diferentes, Animês Diferentes

UtaPri. Mais um exemplo do que a falta de opções faz comigo. Mas na verdade o alvoroço que a Kyori as fujoshi fazem sobre ele me chamou a atenção, resolvi assistir, mesmo sabendo o que me esperava…

Uta no Prince Sama conta a história de Haruka Nanami, uma garota simples que entra em uma grande escola de música para realizar seu sonho: Compor uma música para seu grande ídolo, o cantor Hayato. Lá ela faz amizade com vários garotos, cada um com uma história especial e um motivo para estar lá. Como são rapazes com históricos diversos, Haruka auxilia cada um de uma forma diferente, fazendo com que todos se apeguem a ela. Óbviamente, ela não termina com ninguém no final.

UtaPri é um shoujo baseado em uma Visual Novel, então eu já esperava algo desse nível. Temos os personagens com dramas e personalidade padrão, que é para a garota escolher a quem quer se apegar, e a protagonista em si não termina com ninguém, porque isso é o foco do jogo ou então vira material para o fandom.A questão em UtaPri e em todos os últimos animês com grande concentração de homens hoje em dia é: Que fandom?

Que casal você prefere? Que Fandom você escolhe?

Nós podemos usar o material que animês como Uta no Prince Sama ou Neo Angelique Abyss nos oferecem de duas formas: Torcer pela protagonista (escolher o rapaz que mais lhe agrada e torcer para eles ficarem juntos, nem que seja nas suas fics) ou jogar o jogo e fazer com que eles se tornem um casal… OUUUUU mandar a protagonista as favas e shippar os belos rapazes que tantas vezes estão cheio de conflitos entre si. Afinal, a linha entre o amor e o ódio é tênue, não? (odeio essas frases prontas, mas coube bem aqui)

Essa escolha tão simples muda totalmente o conceito do animê, no meu ver. Se eu assistir UtaPri como um shoujo vou achar a protagonista muito mole, afinal, porque ela não escolhe se a química dela com o Tokiya é tão forte? Eu também ficaria em dúvida se estivesse no lugar dela, afinal, o Natsuki também parece um cara interessante e o Otoya sempre foi atencioso… Mas a vida é feita de escolhas, poxa!

Se eu assistir UtaPri como um shounen-ai vou me perguntar o que ó raios a Haruka está se metendo entre o Tokiya e o Otoya, já que eles se completam tão bem… E a considerar apenas mais um elo na relação dos companheiros de dormitório (seja o ship que for).

Pessoalmente eu acabei misturando as coisas e torcendo para ela ficar com o Natsuki, assim o Tokiya e o Otoya ficam junto e o Syo fica com o Ryuuya que ele tanto admira.

Para quem não está acostumado com shoujos e seus fandons essas divagações acima devem ter ficado deveras confusas, mas provavelmente quem é “de dentro” entendeu. UtaPri não foi feito para ter um grande roteiro, personagens profundos ou uma execução perfeita. Como a maioria dos Haréns, ele é feito para agradar o público alvo, no caso garotas sedentas de por um romance perfeito – o que é facilitado pela quantidade de opções que o gênero lhes dá.

Um ponto forte é a trilha sonora (se não fosse, também ¬¬’), que possui músicas límpidas e gostosas de se ouvir, nas quais se percebe claramente cada instrumento e estilo. Deixando claro que não estou falando sobre as músicas que os garotos cantam, e sim sobre os instrumentais que servem de fundo para as cenas.

O fansevice está lá aos baldes, seja nas cenas de garotos sem blusa (pois é ¬¬’) ou na interação e proximidade dos mesmos entre si, prato cheio para as fujoshis babarem. Não me levem a mal, mas esse tipo de material raso simplesmente não faz mais o meu estilo, por isso daqui em diante provavelmente não direi nada de bom sobre UtaPri.

A arte é muito mal executada. Dependendo do ângulo os personagens parecem gordos, as roupas são muito exageradas (e se permitem a opinião de alguém que não entende nada de moda, são feias mesmo!) e a animação não dá suporte para a proposta. Eles dançam! DANÇAM! Por que ó raios o estúdio não investiu em uma animação fluente e detalhada? Tá falindo, A-1 Pictures? Porque até onde eu vi vocês costumavam ter um bom trabalho. Pelo menos a coloração é um ponto forte desse animê, que possui um bom jogo de cores, em sua maioria fortes – mas não brilhosas demais cofcofMawaru.

Os personagens, como já disse, são muito fracos. Haruka é a típica garota inocente que quer ajudar todo mundo e acaba conquistando o coração de todos os garotos. Eu acho isso muito forçado, tudo bem ter um monte de caras, mas nem no jogo todos se apaixonam por ela. Dá pra ser um Harém mais discreto nesse sentido(como em Host Club ou Vampire Knight).

Tokiya é o revoltado com a vida, mas tudo devidamente explicado por seus atuais problemas… Seu colega de quarto, Otoya, é o rapaz simpático e de bem com a vida, mas que não é excepcional em nada.

Masato é o rapaz sério, aquele com um histórico familiar complicado mas que está correndo atrás de seus sonhos. Já Ren, seu colega de quarto e “amigo” de infância é o fanfarrão da turma, aquele que não leva os estudos a sério e só quer saber de paquerar as menininhas.

Syo é o menininho, pequeno, frágil e que se revolta quando dizem que ele é fofo. Natsuki é o garoto feliz que adora coisas fofinhas (tipo o Syo -qq) mas que tem um lado bem obscuro também. Esse lado obscuro por sinal tem nome, Satsuki, e é o personagem com mais atitude entre todas as opções, e a gama de expressões que podemos encontrar entre essas duas personalidades torna ele um pouco mais interessante que o resto, embora ainda clichê.

UtaPri é um animê com um gênero e uma intenção muito específicas. Para quem gosta, é uma boa. Se você não curte, melhor evitar.

P.s: Fãs, me desculpem, não tive intenção nenhuma de ofender, gosto não se discute!

P.p.s: Maji Love 1000% gruda na cabeça e não sai mais! E eu, que tenho uma queda por coisas conjuntas (tipo, todos cantando juntos) chego até a me emocionar! XP

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12 pensamentos sobre “Uta no Prince Sama: Visões Diferentes, Animês Diferentes

  1. Não é nenhuma surpresa que que a “história” e os personagens não são lá essas coisas. São esteriótipos encomendados pra agradar ao público. O anime é bem ridículo e traz Ho Yay aos baldes, dá pra divertir. A segunda parte dele é que peca pelo drama forçado, mas mesmo assim é legal de assistir. Como UtaPri cai na categoria “tão ruim que é bom”, a vergonha alheia quase não é sentida.

    E VAI TER SEGUNDA TEMPORADA, PURA FABULOSIDADE.

    • Bem, como eu disse, é o gênero…

      A vergonha alheia é a melhor parte de UtaPri! Principalmente com aquele diretor… XP

      Fiquei sabendo ¬¬’

  2. ASFSDFSDSASFDDFSgSDFfs UTAPRI ♥ q

    Primeira coisa: PESSOAS, A HARUKA NÃO IMPORTA, IGNOREM. (a não ser que você seja shipper yuri e queira ela com a amiga, mas se você tiver pena da amiga não vai querer isso)
    Agora vamos pra parte importante: Você está errada, Satsuki(Natsuki)/Syo é a coisa mais amor ever e etc. Q

    Até entendo seu ponto do vista, se eles fossem gêmeos eu nem ia ligar (na verdade ia sim, gosto mais de Satsuki/Syo do que Natsuki/Syo) MAS NÉ. q

    A dancinha da vergonha alheia e a músiquinha são amor porque… até hoje quando escuto/leio HEY~ ou DOKI DOKI~ eu não consigo parar de pensar nela dels ;; (btw, você chegou a ver as danças de cosplayers? ROFLMAO q)

    Do Tokiya eu só gosto do seiyuu. Miyano ♥
    Na verdade eu cheguei a torcer por ele e pelo Otoya apenas por birra da Haruka, mas isso não vem ao caso.

    “Já Ren, seu colega de quarto e “amigo” de infância é o fanfarrão da turma, ”
    EU SEI que você não quis dizer o que estou pensando, MAS EU RI MUITO. q

    E todos ignora o gato (lindo ♥) q
    E você sabe que adoro coisas gaymente coloridas então né. Puro amor demais.

    • Pois é, eu até pensei em shippar ela com a amiga, mas decidi deixar ela com o Natsuki, já que o Natsuki é o que eu considero mais “pegável” (mas já que sou comprometida, deixa pra ela, né…)

      Satsuki e Natsuki são a combinação mais explosiva que eu já vi nos últimos tempos. Fofo e alegre, mas com personalidade forte e atitude. Amei.

      A MÚSICA VICIA!!! SÓ HOJE JÁ OUVI MAIS DE 15 VEZES! E SIM, EU BAIXEI!

      É, eu definitivamente não quis dizer o q vc está pensando. Nem tinha pensado nesse sentido para essa frase até agora pra falar bem a vdd.

      O gato são as dorgas que a Haruka usa e fazem os olhos dela ficarem daquela cor.

    • O que foi esse comentário da Kyori? Totalmente, fangirl! LOL /risos

      E,sim, a música é viciante. No geral, gostei do animê – entende-se: tenho uma quedinha por haréns ao avesso – só deletaria aquela cena final, da dancinha ~

  3. Belo review – no geral, muita pena em ver o quanto esse blog é underrated.

    Sobre este, fiquei com uma dúvida: acha mesmo que tem animes que não precisam/poderiam ser bons – ou ao menos melhores? Sempre acho que qualquer proposta pode ser executada de forma a ultrapassar os cânones e convenções do gênero e até da mídia…

    E bem, o dinheiro do A-1 Pictures ainda tende a maioria de homens presentes no fandom hardcore de anime: http://www.youtube.com/watch?v=V4EuLSikwoc

    • Nossa, que inesperado um comentário seu! Eu ainda vou crescer, eu acho… Não tenho nem um mês de blog, e não sou nada imparcial, o que também dificulta um pouco as coisas…

      Tem animês que não precisam ser bons, mas sempre podem ser melhores dentro da sua proposta. No caso de UtaPri isso se demonstra pela necessidade de uma execução técnica melhor, e por que não, mais episódios para melhor explorar a personalidade clichê de seus personagens.

      Se ultrapassar as convenções de gênero se torna um clássico, como é o caso de Madoka, e aí teríamos material de qualidade 100% do tempo em todas as formas de entretenimento, mas os produtores não tem tempo, nem dinheiro, nem interesse nisso.

      Putz… Podia ter ficado sem ver esse vídeo, agora peguei um pouco de raiva do estúdio. Esse tipo de favoritismo em produtos do mesmo gênero me deixa um pouco revoltada…

  4. Tá, não precisa ser uma obra genial, mas precisava ser tão medíocre?
    Sei lá, os personagens de UtaPri são tão genéricos e os diálogos tão ruins que nem consigo fapar pra eles e nem dá graça de shippar. Parecem bonecos de posto com belas vozes. Podiam ter um mínimo de personalidade além da encomenda mínima.
    Dá pra agradar as fujoshis e ter uma historinha decente ao mesmo tempo, não acho que isso seja desculpa pra um roteiro tão capenga como é o caso de UtaPri.
    Se for assim, melhor fapar pra um shonen ‘normal’ como Ao no Exorcist, onde ao menos os personagens são mais bem-feitos.

    • Isso é mais por falta de interesse do estúdio em investir em um roteiro melhor do que pela proposta em si. Neo Angelique, que citei ali em cima, pelo menos se esforçou para dar coerência as personalidades dos personagens, por mais batidas que elas fossem.

      Ou seja, dá pra agradar, se o estúdio tiver um mínimo de interesse e esforço. Mas infelizmente não foi o caso, eles fizeram uma animação do jogo e suas possibilidades, e não um animê realmente. Torçamos para melhorar na segunda temporada.

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