Tokyo Magnitude 8.0: Eles só querem voltar para casa

Tokyo Magnitude 8.0 foi um dos animês mais lindos que eu já vi ultimamente. Tenho um grande ponto fraco com dramas, sou muito sensível a eles, por isso costumo evitar, mas uma história com uma proposta tão realista me chamou a atenção.

TM8 conta a história de Mirai Onozawa, uma menina de 14 anos que está cansada da própria vida. Na escola se vê cobrada para decidir um futuro sobre o qual não tem a qualquer certeza, e em casa seus pais estão sempre ausentes ou brigando. Ao sair para levar seu irmão mais novo, Yuuki, numa exposição de robôs, acaba ficando presa com ele em um ponto distante da cidade após um terremoto de grandes proporções atingir Tóquio.

Tokyo Magnitude 8.0 é uma obra muito delicada, no sentido que explora bem seus personagens. São apenas 11 episódios, mas neles o realismo da construção da personalidade de uma adolescente, um menino e uma mãe é extremamente bem feita. Segundo os próprios produtores, num aviso no começo do animê, até mesmo as crises em Tóquio pós-terremoto foram feitas com a preocupação e os estudos de se acontecesse realmente.

É desesperador (ainda mais para quem, como eu, não tem a mínima perspectiva de o que é um terremoto) ver a situação em que vira uma cidade grande diante da fatalidade. A maioria das pessoas passa a agir sem o menor respeito e preocupação, mesmo com crianças, pelo bem da própria sobrevivência. Em meio a eles, estão aqueles que já perdaram o que realmente importava e agora querem ajudar, ou aqueles que, como Mari, são autruístas por natureza, e tem a disposição de ajudar quem precisa.

Mirai é só uma menina que está crescendo, não dá para ter raiva das explosões dela. Ela está confusa, como é comum da idade, e agora se encontra em uma situação extrema. Seus medos e culpas são muito bem retratados, assim como seu impulso de proteger o irmão mais novo mesmo que isso a deixe estafada (só quem é irmão mais velho sabe o tamanho desse dilema).

Yuuki, como a maioria das crianças pequenas, não entende porque sua família está tão desunida, e tem a inocência de querer concertar as coisas. É um personagem bem fofo, embora tenha seus momentos de revolta, como é comum de quem vê seus esforços irem por água abaixo.

Mari… Bem, eu ainda não consigo achá-la tão realista assim – tenho dificuldade em acreditar que alguém na situação dela seria tão solícito assim. Mãe de uma garotinha de 4 anos, viúva, mesmo assim se disponibilizou a levar os irmãos para casa. É muita bondade, não acham?

 

Tokio Magnitude 8.0 é um ótimo animê, principalmente pra quem curte drama e/ou animês curtos. Tem ótimos personagens (ao redor dos quais corre o roteiro), a história flui com uma naturalidade incrível e emociona. Eu recomendo.

P.s: Como é difícil escrever isso sem spoilers!

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6 pensamentos sobre “Tokyo Magnitude 8.0: Eles só querem voltar para casa

  1. O fim acabou comigo. Eu chorei durante VÁRIAS partes desse anime, mas o fim… apesar de meio confuso em algumas partes 😡 (e quando explicou direito, dels orz)

    Acho que só quem é irmão/irmã mais velh@ entende o que a Mirai passou. Nossa. OTL Esse é um anime complicado.

    A Mari eu não tenho muita certeza se ela é realista ou não, mas eu gosto de como ela reagiu. Foi diferente da maneira que muitos outros personagens agiriam numa situação assim.

    E como é difícil comentar sem dar spoilers! xD

  2. Infeliz ví apenas o primeiro capítulo desse anime, mas achei muito bom e interessante! =D
    E é ótimo ver um produto para a TV preocupado com o drama e a realidade, quando geralmente o que é veiculado tem o intuito de vender e alienar. Mas acho que o quase inexistente apelo comercial é o motivo de eu não encontrá-lo nas lojas que frequento… S=

  3. VOCÊ LEITOR QUE ESTÁ LENDO O POST, NÃO LEIA ESSE COMENTÁRIO. TEM SPOILERS!

    A Mari, ao menos a meu ver, passa a ser realista após chegar em sua casa. Perante ao novos fatos, ela tem uma atitude mais real. Que se concretiza quando ela fica para cuidar dos familiares, não indo atrás da Mirai; me arrisco a dizer, que uma forma de egoísmo (ressaltando, que não acho tal emoção pérfida) se criara, não um egoísmo cego, apenas um egoísmo mais fechado nas emoções mais duradouras e passadas — Tal como a família.

    Aquele final, meio esquizofrênico conseguiu me cativar, e fazer derramar lágrimas a contragosto. Fui só eu que vi os clichês ali? Mas dane-se os clichês, na hora eu não tava conseguindo nem ler as falas direito ¬¬.

    Confesso que não gostei muito da arte dos personagens, mas adorei os cenários. E a abertura, tirando a música, é muito boa… O caso é, que é um ótimo anime de drama, e espero que mais gente o conheça. Aprenda AnoHana. E obrigado, sem esse post, eu provavelmente nunca veria o anime.

    Atenciosamente:
    Weslley Ericles.

    • Realmente, quando ela volta para casa fica mais “pé no chão”. Melhor assim, ela tinha a própria família para cuidar, não considero nem mesmo egoísmo.

      Ahh, o final é totalmente clichê, mas te faz chorar mesmo com todos aquele diálogos que você já viu em algum lugar. Pq toca num ponto sensível que são as relações familiares.

      Ahh, vc viu por conta do Review? *.* Que mágico! Bem, que bom que gostou então!

      Obrigada!

  4. Velho, lembro que, quando estavam lançando o anime, e chegou naquele momento trágico (sem spoilers, rsrs), eu fiquei TÃO arrasada, que até enrolei para ver os próximos episódios (porque teve gente que só foi entender o que tinha acontecido no último epi, né, mas eu faço parte do time que percebeu logo de cara, rsrs)… Rsr! sabe quando você tá desiludida e perde a vontade de continuar vendo? Huahauahua.

    Eu também não sinto muita verossimilhança na Mari, mas nem é pelo seu altruísmo, e sim pela sua postura sóbria e equilibrada demais. Sei lá, vai ver é porque estou acostumada com brasileiro se desequilibrando por qualquer coisinha… rsrs!

    Belo anime!

    Abraços.^^

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